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O avô (Uma novela sci-fi) - Parte II

(...A continuação)

— Onde deveria começar? Bem... Muitos milhões anos atrás o progresso da ciência médica humana atingiu um ponte após o que poderia manter um ser humano vivo por um tempo infinito. Nós descobrimos a imortalidade. Não muito tempo depois a humanidade quebrou aos dois grupos com a opinião diferente. Não é que isso foi a primeira vez que a humanidade, que no início vivia num planeta como o espécie unida, dividiu. Já houve os Marcianos e o povo da Lua com corpos diferentes. Houve o Ordem dos Cavaleiros, o resto da raça dos homens geneticamente modificados para ser guerreiros. E agora uma outra divisão chegou.
Alguns creiam que a nova época para a humanidade chegou. Outras tiveram medo e diziam que não era natural para homens de viver infinitamente. Muitos deles tiveram este opinião por causa das suas religiões. Porém, em tempo, os mortais morriam e os imortais viviam e isso ajudou convencer cada vez mais pessoas a alinhar na extensão da sua vida.
O Titus escutou com atenção. O avô poderia ver o luz do fogo da lareira refletir-se nos seus olhos pretos.
— Centenas, depois milhares de anos passaram. Tivemos de limitar o número das crianças nascidas, mesmo que tenhamos podido viajar entre as estrelas e colonizar lugares novos.
— Por isso sou um único rapaz jovem aqui... Já sei. — interrompeu-o o Titus.
— Por isso és um único rapaz jovem aqui. Sabes — foi uma grande honra que a tua mãe, o teu pai e eu poderíamos tomar conta de ti e que obtivemos a possibilidade de te educar. Esta oportunidade foi oferecida à nos porque tínhamos feito muito para a nossa comunidade.
O avô olhou através da janela. O sol de cor branco atravessou com os primeiros raios a atmosfera sob a calota polar do pólo sul da planeta. Fechou os olhos.
— Nos tempos antigos costumara ser muito mais simples. As crianças nasceram biologicamente e isso automaticamente determinou quem iam ser os pais. — O avô abriu os olhos para dar mais um olhar na madrugada bonita.
— Todavia, isso foi também muito perigoso e antiético, alguém sem compreensão para a história poderia dizer barbárico. Se deixaste a criança ter uma genoma escolhida por acaso da natureza, expuseste-a às tantas doenças!

(Continua...)
(É em português europeu)

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    O avô (Uma novela sci-fi) - Parte II

    (...A continuação)

    — Onde deveria começar? Bem... Muitos milhões de anos atrás o progresso da ciência médica humana atingiu um ponte após o que poderia manter um ser humano vivo por um tempo infinito. Nós descobrimos a imortalidade. Não muito tempo depois a humanidade se dividiu em dois grupos com opiniões diferentes. Não é que isso tenha sido a primeira vez que a humanidade, que no início vivia num planeta como uma espécie unida, dividiu. Já houve os Marcianos e o povo da Lua com corpos diferentes. Houve a Ordem dos Cavaleiros, o resto da raça dos homens geneticamente modificados para ser guerreiros. E agora uma outra divisão chegou.
    Alguns creiam que a nova época para a humanidade chegou. Outras tiveram medo e diziam que não era natural para os homens viverem infinitamente. Muitos deles tiveram esta opinião por causa das suas religiões. Porém, com o tempo, os mortais morriam e os imortais viviam e isso ajudou convencer cada vez mais pessoas a alinhar na extensão da sua vida.
    O Titus escutou com atenção. O avô poderia ver a luz do fogo da lareira refletir-se nos seus olhos pretos.
    — Centenas, depois milhares de anos passaram. Tivemos de limitar o número de crianças nascidas, mesmo tendo podido viajar entre as estrelas e colonizar lugares novos.
    — Por isso sou o único rapaz jovem aqui... Já sei. — interrompeu-o o Titus.
    — Por isso és o único rapaz jovem aqui. Sabes — foi uma grande honra a tua mãe, o teu pai e eu podermos tomar conta de ti e obtermos a possibilidade de te educar. Esta oportunidade foi oferecida à nos porque tínhamos feito muito para a nossa comunidade.
    O avô olhou através da janela. O sol de cor branca atravessou com os primeiros raios a atmosfera sob a calota polar do pólo sul do planeta. Fechou os olhos.
    — Nos tempos antigos costumava ser muito mais simples. As crianças nasciam biologicamente e isso automaticamente determinou quem iam ser os pais. — O avô abriu os olhos para dar mais um olhar na madrugada bonita.
    — Todavia, isso era também muito perigoso e antiético, alguém sem compreensão da história poderia dizer barbárico. Se deixaste a criança ter um genoma escolhida por acaso da natureza, expuseste-a às tantas doenças!

    (Continua...)
    (É em português europeu)

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