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PT: Busca para as civilizações extreterrestres - Parte II

(...Continuação)

Então, porque, mesmo depois de 50 anos da pesquisa, ainda não encontrámos ninguém? Seria possível que as distâncias entre as civilizações sejam tão grandes que o sinal não nós ainda atingiu? Ou somos mesmo sozinhos no universo?

A resposta pode ser mais complicada. É possível que não a distância espacial nos separa das outras civilizações, mas a distância temporal. Isso quer dizer que uma outra civilização pudesse ser tão avançada que seria já impossível para eles comunicar connosco. As formigas podem comunicar uma com outra. Não muitas pessoas negariam que somos mais avançados do que as formigas. Mesmo assim não somos capazes comunicar com as formigas.

Com certeza havia bastante tempo para tanta civilização ter desenvolvido. De acordo com os dados científicos o Universo tem aproximadamente 13 bilhões de anos. O nosso planeta tem 4,5 bilhões. Mas a civilização humana nasceu apenas há 6000 anos. Isto faz 1/750 000 da idade da Terra. E durante quase toda a história humana, o tempo das mudanças tecnológicas cresceu exponencialmente. Por consequência podemos esperar que nos próximos séculos, o tempo de desenvolvimento técnico seja inimaginável para a nossa geração. É bem possível que vamos deixar ondas rádios, como o meio da comunicação atrás de nós e vamos usar algo outro. E o nosso planeta emudecerá quanto as ondas de rádio.

Na verdade, isso já está a acontecer. Nos dias de hoje usamos transmissores de rádio mais eficientes do que no início do século XX. Usam menos energia e também a quantidade dos raios que escapam para o espaço é menor. Então, passo a passo, o nosso planeta ficaria menos visível para os radiotelescópios de SETI, embora da nossa civilização tornando-se mais avançada. Portanto não acredito que estamos na iminência de descobrir alguma civilização cósmica por meios de rádio. É como se estivéssemos a tentar a detectar a vida inteligente duma avião, voando sobre Nova Iorque, procurando para fogueiras. Ou, como Terence McKenna, um filósofo americano, disse: «Pesquisar um sinal de rádio dum fonte extraterrestre seja provavelmente tão culturalmente-baseado e presunçoso, como pesquisar a Galáxia para um restaurante italiano bom.»

(Escrito em português europeu)

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    PT: Busca para as civilizações extreterrestres - Parte II

    (...Continuação)

    Então, porque, mesmo depois de 50 anos da pesquisa, ainda não encontrámos ninguém? Será possível que as distâncias entre as civilizações sejam tão grandes que o sinal não nos atingiu ainda? Ou estamos mesmo sozinhos no universo?

    A resposta pode ser mais complicada. É possível que não a distância espacial nos separe das outras civilizações, mas a distância temporal. Isso quer dizer que uma outra civilização pudesse ser tão avançada que seria já impossível para eles comunicarem-se connosco. As formigas podem comunicar-se umas com as outras. Não muitas pessoas negariam que somos mais avançados do que as formigas. Mesmo assim não somos capazes de nos comunicar com as formigas.

    Com certeza havia bastante tempo para tantas civilizações terem se desenvolvido. De acordo com os dados científicos o Universo tem aproximadamente 13 bilhões de anos. O nosso planeta tem 4,5 bilhões. Mas a civilização humana nasceu apenas há 6000 anos. Isto faz 1/750 000 da idade da Terra. E durante quase toda a história humana, o tempo das mudanças tecnológicas cresceu exponencialmente. Por consequência, podemos esperar que nos próximos séculos, o tempo de desenvolvimento técnico seja inimaginável para a nossa geração. É bem possível que vamos deixar ondas de rádio, como o meio de comunicação, para trás atrás de nós e vamos usar algum outro. E o nosso planeta emudecerá quanto  como as ondas de rádio.

    Na verdade, isso já está a acontecer. Nos dias de hoje usamos transmissores de rádio mais eficientes do que no início do século XX. Usam menos energia e também a quantidade dos raios que escapam para o espaço é menor. Então, passo a passo, o nosso planeta ficará menos visível para os radiotelescópios de SETI, embora da  a nossa civilização esteja se tornando mais avançada. Portanto, não acredito que estamos na iminência de descobrir alguma civilização cósmica por meios de rádio. É como se estivéssemos a tentar a detectar a vida inteligente de um avião, voando sobre Nova Iorque, procurando por fogueiras. Ou, como Terence McKenna, um filósofo americano, disse: «Pesquisar um sinal de rádio de origem extraterrestre será provavelmente tão culturalmente-baseado e presunçoso, como pesquisar na Galáxia por um bom restaurante italiano bom.»

    (Escrito em português europeu)

     

    Ótimo texto, Adam. Vc já sabe minha opinião sobre o assunto. Mexi na citação porque a tradução não estava soando muito clara. Adorei a analogia de Nova Iorque.
    Dúvidas, é só perguntar.

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