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Jênisson (Aeneas)
Luís Vaz de Camões - Biografia

Luís de Camões

 
<dl> <dd>
 
</dd> </dl> <table class="infobox_v2" border="0" cellpadding="3" style="width: 25em; -moz-border-radius: 5px"> <tbody> <tr> <th colspan="2" style="text-align: center; background-color: transparent; font-size: larger"><a class="image" href="/wiki/Ficheiro:Laurel_wreath.svg"><img alt="Laurel wreath.svg" width="60" height="49" src="http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/c/c3/Laurel_wreath.svg/60px-Laurel_wreath.svg.png" /></a>
Luís Vaz de Camões
</th> </tr> <tr> <td colspan="2" style="text-align: center">
<a class="image" title="Luís Vaz de Camões" href="/wiki/Ficheiro:Cam%C3%B5es,_por_Fern%C3%A3o_Gomes.jpg"><img alt="Luís Vaz de Camões" width="250" height="279" src="http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/f/f3/Cam%C3%B5es%2C_por_Fern%C3%A3o_Gomes.jpg/250px-Cam%C3%B5es%2C_por_Fern%C3%A3o_Gomes.jpg" /></a>

<small><font size="2">O retrato de Camões por </font><a title="Fernão Gomes (pintor)" href="/wiki/Fern%C3%A3o_Gomes_(pintor)"><font color="#0645ad" size="2">Fernão Gomes</font></a><font size="2">, em cópia de Luís de Resende. Este é considerado o mais autêntico retrato do poeta, cujo original, que se perdeu, foi pintado ainda em sua vida.</font></small></td> </tr> <tr> <td valign="top" scope="row" style="text-align: left">Nascimento</td> <td valign="top" style="text-align: left">cerca de 1524
<a title="Lisboa" href="/wiki/Lisboa"><font color="#0645ad">Lisboa</font></a> ?</td> </tr> <tr> <td valign="top" scope="row" style="text-align: left">Morte</td> <td valign="top" style="text-align: left">10 de junho de 1580
<a title="Lisboa" href="/wiki/Lisboa"><font color="#0645ad">Lisboa</font></a></td> </tr> <tr> <td valign="top" scope="row" style="text-align: left">Nacionalidade</td> <td valign="top" style="text-align: left"><a title="Portugal" href="/wiki/Portugal"><font color="#0645ad">portuguesa</font></a></td> </tr> <tr> <td valign="top" scope="row" style="text-align: left">Ocupação</td> <td valign="top" style="text-align: left"><a title="Poesia" href="/wiki/Poesia"><font color="#0645ad">poeta</font></a></td> </tr> <tr> <td valign="top" scope="row" style="text-align: left"><a title="Magnum opus" href="/wiki/Magnum_opus"><font color="#0645ad">Magnum opus</font></a></td> <td valign="top" style="text-align: left"><a title="Os Lusíadas" href="/wiki/Os_Lus%C3%ADadas"><font color="#0645ad">Os Lusíadas</font></a></td> </tr> </tbody> </table>

Luís Vaz de Camões (<a title="Lisboa" href="/wiki/Lisboa"><font color="#0645ad">Lisboa</font></a>[?], c. <a title="1524" href="/wiki/1524"><font color="#0645ad">1524</font></a> — Lisboa, <a title="10 de junho" href="/wiki/10_de_junho"><font color="#0645ad">10 de junho</font></a> de <a title="1580" href="/wiki/1580"><font color="#0645ad">1580</font></a>) foi um célebre <a class="mw-redirect" title="Poeta" href="/wiki/Poeta"><font color="#0645ad">poeta</font></a> de <a title="Portugal" href="/wiki/Portugal"><font color="#0645ad">Portugal</font></a>, considerado uma das maiores figuras da <a title="Literatura" href="/wiki/Literatura"><font color="#0645ad">literatura</font></a> em <a title="Língua portuguesa" href="/wiki/L%C3%ADngua_portuguesa"><font color="#0645ad">língua portuguesa</font></a> e um dos grandes poetas do Ocidente.

Pouco se sabe com certeza sobre a sua vida. Aparentemente nasceu em <a title="Lisboa" href="/wiki/Lisboa"><font color="#0645ad">Lisboa</font></a>, de uma família da pequena nobreza. Sobre a sua infância tudo é conjetura mas, ainda jovem, terá recebido uma sólida educação nos moldes clássicos, dominando o <a title="Latim" href="/wiki/Latim"><font color="#0645ad">latim</font></a> e conhecendo a <a title="Literatura" href="/wiki/Literatura"><font color="#0645ad">literatura</font></a> e a <a title="História" href="/wiki/Hist%C3%B3ria"><font color="#0645ad">história</font></a> antigas e modernas. Pode ter estudado na <a title="Universidade de Coimbra" href="/wiki/Universidade_de_Coimbra"><font color="#0645ad">Universidade de Coimbra</font></a>, mas a sua passagem pela escola não é documentada. Frequentou a corte de <a class="mw-redirect" title="Dom João III" href="/wiki/Dom_Jo%C3%A3o_III"><font color="#0645ad">Dom João III</font></a>, iniciou a sua carreira como poeta lírico e envolveu-se, como narra a tradição, em amores com damas da nobreza e possivelmente plebeias, além de levar uma vida boémia e turbulenta. Diz-se que, por conta de um amor frustrado, se autoexilou em <a title="África" href="/wiki/%C3%81frica"><font color="#0645ad">África</font></a>, alistado como militar, onde perdeu um olho em batalha. Voltando a Portugal, feriu um servo do Paço e foi preso. Perdoado, partiu para o Oriente. Passando lá vários anos, enfrentou uma série de adversidades, foi preso várias vezes, combateu bravamente ao lado das forças portuguesas e escreveu a sua obra mais conhecida, a <a class="mw-redirect" title="Epopeia" href="/wiki/Epopeia"><font color="#0645ad">epopeia</font></a> nacionalista <a title="Os Lusíadas" href="/wiki/Os_Lus%C3%ADadas"><font color="#0645ad">Os Lusíadas</font></a>. De volta à pátria, publicou Os Lusíadas e recebeu uma pequena pensão do rei <a class="mw-redirect" title="Dom Sebastião" href="/wiki/Dom_Sebasti%C3%A3o"><font color="#0645ad">Dom Sebastião</font></a> pelos serviços prestados à Coroa, mas nos seus anos finais parece ter enfrentado dificuldades para se manter.

Logo após a sua morte a sua obra lírica foi reunida na coletânea <a title="Rimas" href="/wiki/Rimas"><font color="#0645ad">Rimas</font></a>, tendo deixado também três obras de <a class="mw-redirect" title="Teatro cómico" href="/wiki/Teatro_c%C3%B3mico"><font color="#0645ad">teatro cómico</font></a>. Enquanto viveu queixou-se várias vezes de alegadas injustiças que sofrera, e da escassa atenção que a sua obra recebia, mas pouco depois de falecer a sua poesia começou a ser reconhecida como valiosa e de alto padrão estético por vários nomes importantes da literatura europeia, ganhando prestígio sempre crescente entre o público e os conhecedores e influenciando gerações de poetas em vários países. Camões foi um renovador da <a title="Língua portuguesa" href="/wiki/L%C3%ADngua_portuguesa"><font color="#0645ad">língua portuguesa</font></a> e fixou-lhe um duradouro cânone; tornou-se um dos mais fortes símbolos de identidade da sua pátria e é uma referência para toda a comunidade lusófona internacional. Hoje a sua fama está solidamente estabelecida e é considerado um dos grandes vultos literários da tradição ocidental, sendo traduzido para várias línguas e tornando-se objeto de uma vasta quantidade de estudos críticos.


Contexto

Camões viveu na fase final do <a title="Renascimento" href="/wiki/Renascimento"><font color="#0645ad">Renascimento</font></a> europeu, um período marcado por muitas mudanças na cultura e sociedade, que assinalam o final da <a title="Idade Média" href="/wiki/Idade_M%C3%A9dia"><font color="#0645ad">Idade Média</font></a> e o início da <a title="Idade Moderna" href="/wiki/Idade_Moderna"><font color="#0645ad">Idade Moderna</font></a> e a transição do <a title="Feudalismo" href="/wiki/Feudalismo"><font color="#0645ad">feudalismo</font></a> para o <a title="Capitalismo" href="/wiki/Capitalismo"><font color="#0645ad">capitalismo</font></a>. Chamou-se "renascimento" em virtude da redescoberta e revalorização das referências culturais da <a class="mw-redirect" title="Antiguidade Clássica" href="/wiki/Antiguidade_Cl%C3%A1ssica"><font color="#0645ad">Antiguidade Clássica</font></a>, que nortearam as mudanças deste período em direção a um ideal <a title="Humanismo" href="/wiki/Humanismo"><font color="#0645ad">humanista</font></a> e <a title="Naturalismo" href="/wiki/Naturalismo"><font color="#0645ad">naturalista</font></a> que afirmava a dignidade do homem, colocando-o no centro do universo, tornando-o o investigador por excelência da natureza, e privilegiando a <a title="Razão" href="/wiki/Raz%C3%A3o"><font color="#0645ad">razão</font></a> e a <a title="Ciência" href="/wiki/Ci%C3%AAncia"><font color="#0645ad">ciência</font></a> como árbitros da vida manifesta.<sup id="cite_ref-Itau_53-0" class="reference"><a href="#cite_note-Itau-53"><font color="#0645ad" size="2">[54]</font></a></sup><sup id="cite_ref-Renaissance_54-0" class="reference"><a href="#cite_note-Renaissance-54"><font color="#0645ad" size="2">[55]</font></a></sup><sup id="cite_ref-55" class="reference"><a href="#cite_note-55"><font color="#0645ad" size="2">[56]</font></a></sup> Nesse período foram inventados diversos instrumentos científicos e foram descobertas diversas leis naturais e entidades físicas antes desconhecidas; o próprio conhecimento da face do planeta modificou-se depois dos descobrimentos das <a class="mw-redirect" title="Grandes navegações" href="/wiki/Grandes_navega%C3%A7%C3%B5es"><font color="#0645ad">grandes navegações</font></a>. O espírito de especulação intelectual e pesquisa científica estava em alta, fazendo com que a <a title="Física" href="/wiki/F%C3%ADsica"><font color="#0645ad">Física</font></a>, a <a title="Matemática" href="/wiki/Matem%C3%A1tica"><font color="#0645ad">Matemática</font></a>, a <a title="Medicina" href="/wiki/Medicina"><font color="#0645ad">Medicina</font></a>, a <a title="Astronomia" href="/wiki/Astronomia"><font color="#0645ad">Astronomia</font></a>, a <a title="Filosofia" href="/wiki/Filosofia"><font color="#0645ad">Filosofia</font></a>, a <a title="Engenharia" href="/wiki/Engenharia"><font color="#0645ad">Engenharia</font></a>, a <a title="Filologia" href="/wiki/Filologia"><font color="#0645ad">Filologia</font></a> e vários outros ramos do saber atingissem um nível de complexidade, eficiência e exatidão sem precedentes, o que levou a uma conceção otimista da história da <a class="mw-redirect" title="Humanidade" href="/wiki/Humanidade"><font color="#0645ad">humanidade</font></a> como uma expansão contínua e sempre para melhor.<sup id="cite_ref-Weisinger_56-0" class="reference"><a href="#cite_note-Weisinger-56"><font color="#0645ad" size="2">[57]</font></a></sup><sup id="cite_ref-Renaissance_54-1" class="reference"><a href="#cite_note-Renaissance-54"><font color="#0645ad" size="2">[55]</font></a></sup> De certa forma, a Renascença foi uma tentativa original e eclética de harmonização do <a title="Neoplatonismo" href="/wiki/Neoplatonismo"><font color="#0645ad">Neoplatonismo</font></a> <a class="mw-redirect" title="Pagão" href="/wiki/Pag%C3%A3o"><font color="#0645ad">pagão</font></a> com a <a class="mw-redirect" title="Religião cristã" href="/wiki/Religi%C3%A3o_crist%C3%A3"><font color="#0645ad">religião cristã</font></a>, do <a title="Eros" href="/wiki/Eros"><font color="#0645ad">eros</font></a> com a <a title="Caridade" href="/wiki/Caridade"><font color="#0645ad">charitas</font></a>, junto com influências orientais, judaicas e árabes, e onde o estudo da <a title="Magia" href="/wiki/Magia"><font color="#0645ad">magia</font></a>, da <a title="Astrologia" href="/wiki/Astrologia"><font color="#0645ad">astrologia</font></a> e do <a title="Ocultismo" href="/wiki/Ocultismo"><font color="#0645ad">ocultismo</font></a> não estavam ausentes.<sup id="cite_ref-57" class="reference"><a href="#cite_note-57"><font color="#0645ad" size="2">[58]</font></a></sup> Foi também a época em que se começaram a criar fortes Estados nacionais, o <a title="Comércio" href="/wiki/Com%C3%A9rcio"><font color="#0645ad">comércio</font></a> e as cidades se expandiram e a <a title="Burguesia" href="/wiki/Burguesia"><font color="#0645ad">burguesia</font></a> se tornou uma força de grande importância social e económica, contrastando com o relativo declínio da influência da religião nos assuntos do mundo.<sup id="cite_ref-58" class="reference"><a href="#cite_note-58"><font color="#0645ad" size="2">[59]</font></a></sup>

No século XVI, época em que Camões viveu, a influência do Renascimento italiano expandiu-se por toda a Europa. Porém, várias das suas características mais típicas estavam a entrar em declínio, em particular por causa de uma série de disputas políticas e guerras que alteraram o mapa político europeu, perdendo a <a title="Itália" href="/wiki/It%C3%A1lia"><font color="#0645ad">Itália</font></a> o seu lugar como potência, e da cisão do <a title="Catolicismo" href="/wiki/Catolicismo"><font color="#0645ad">Catolicismo</font></a>, com o surgimento da <a title="Reforma Protestante" href="/wiki/Reforma_Protestante"><font color="#0645ad">Reforma Protestante</font></a>. Na reação católica, lançou-se a <a class="mw-redirect" title="Contra-Reforma" href="/wiki/Contra-Reforma"><font color="#0645ad">Contra-Reforma</font></a>, reativou-se a <a title="Inquisição" href="/wiki/Inquisi%C3%A7%C3%A3o"><font color="#0645ad">Inquisição</font></a> e reacendeu-se a <a title="Censura" href="/wiki/Censura"><font color="#0645ad">censura</font></a> eclesiástica. Ao mesmo tempo, as doutrinas de <a class="mw-redirect" title="Maquiavel" href="/wiki/Maquiavel"><font color="#0645ad">Maquiavel</font></a> se tornavam largamente difundidas, dissociando a <a title="Ética" href="/wiki/%C3%89tica"><font color="#0645ad">ética</font></a> da prática do poder. O resultado foi a reafirmação do poder da religião sobre o mundo profano e a formação de uma atmosfera espiritual, política, social e intelectual agitada, com fortes doses de pessimismo, repercutindo desfavoravelmente sobre a antiga liberdade de que gozavam os artistas. Apesar disso, as aquisições intelectuais e artísticas da Alta Renascença que ainda estavam frescas e resplandeciam diante dos olhos não poderiam ser esquecidas de pronto, mesmo que o seu substrato filosófico já não pudesse permanecer válido diante dos novos factos políticos, religiosos e sociais. A nova arte que se fez, ainda que inspirada na fonte do classicismo, traduziu-o em formas inquietas, ansiosas, distorcidas, ambivalentes, apegadas a preciosismos intelectualistas, características que refletiam os dilemas do século e definem o <a title="Estilo (arte)" href="/wiki/Estilo_(arte)"><font color="#0645ad">estilo</font></a> geral dessa fase como <a title="Maneirismo" href="/wiki/Maneirismo"><font color="#0645ad">maneirista</font></a>.<sup id="cite_ref-59" class="reference"><a href="#cite_note-59"><font color="#0645ad" size="2">[60]</font></a></sup><sup id="cite_ref-Machado_60-0" class="reference"><a href="#cite_note-Machado-60"><font color="#0645ad" size="2">[61]</font></a></sup>

Desde meados do século XV que Portugal se afirmara como uma grande potência naval e comercial, desenvolviam-se as suas artes e fervia o entusiasmo pelas conquistas marítimas. O reinado de <a class="mw-redirect" title="Dom João II" href="/wiki/Dom_Jo%C3%A3o_II"><font color="#0645ad">Dom João II</font></a> foi marcado pela formação de um sentimento de orgulho nacional, e no tempo de <a class="mw-redirect" title="Dom Manuel I" href="/wiki/Dom_Manuel_I"><font color="#0645ad">Dom Manuel I</font></a>, como dizem Spina & Bechara, o orgulho havia cedido ao delírio, à pura euforia da dominação do mundo. No início do século XVI <a title="Garcia de Resende" href="/wiki/Garcia_de_Resende"><font color="#0645ad">Garcia de Resende</font></a> lamentava-se de que não houvesse quem pudesse celebrar dignamente tantas façanhas, afirmando que havia material épico superior ao dos <a title="Romanos" href="/wiki/Romanos"><font color="#0645ad">romanos</font></a> e <a title="Troia" href="/wiki/Troia"><font color="#0645ad">troianos</font></a>. Preenchendo esta lacuna, <a title="João de Barros" href="/wiki/Jo%C3%A3o_de_Barros"><font color="#0645ad">João de Barros</font></a> escreveu a sua <a title="Novela" href="/wiki/Novela"><font color="#0645ad">novela</font></a> de <a title="Cavalaria" href="/wiki/Cavalaria"><font color="#0645ad">cavalaria</font></a>, A Crónica do Imperador Clarimundo (1520), em formato de épico. Pouco depois apareceu <a title="António Ferreira" href="/wiki/Ant%C3%B3nio_Ferreira"><font color="#0645ad">António Ferreira</font></a>, instalando-se como mentor da geração classicista e desafiando os seus contemporâneos a cantarem as glórias de Portugal em alto estilo. Quando Camões surgiu, o terreno estava preparado para a apoteose da pátria, uma pátria que havia lutado encarniçadamente para conquistar a sua soberania, primeiro dos <a title="Mouros" href="/wiki/Mouros"><font color="#0645ad">mouros</font></a> e depois de <a class="mw-redirect" title="Castela" href="/wiki/Castela"><font color="#0645ad">Castela</font></a>, havia desenvolvido um espírito aventureiro que a levara pelos oceanos afora, expandindo as fronteiras conhecidas do mundo e abrindo novas rotas de comércio e exploração, vencendo exércitos inimigos e as forças hostis da natureza.<sup id="cite_ref-61" class="reference"><a href="#cite_note-61"><font color="#0645ad" size="2">[62]</font></a></sup> Mas nesta altura, porém, a crise política e cultural já se anunciava, materializando-se logo após a sua morte, quando o país perdeu a sua soberania para <a title="Espanha" href="/wiki/Espanha"><font color="#0645ad">Espanha</font></a>.<sup id="cite_ref-Soares_62-0" class="reference"><a href="#cite_note-Soares-62"><font color="#0645ad" size="2">[63]</font></a></sup>

2010年11月1日 22:47

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