Philippe Sochnikoff
A Bélgica é um país pequenino cuja história ainda é relativamente curta. Pois, a criação do país nem ocorreu há dois séculos. A Bélgica foi ocupada por várias nações tal como os espanhóis, os holandeses, o franceses. Assim temos muitas marcas das passagens desses culturas diferentes no meu país. Até temos três línguas nacionais : o francês, o neerlandês e o alemão no este do país. Dependendo das pessoas que estiverem a questionar relativamente à cultura, vão receber outras respostas. Eu sou francófono e sinto-me mais perto da França. Porém, podemos falar de uma única cultura em França?
Jan 31, 2022 9:39 AM
Corrections · 6
A Bélgica é um país pequenino cuja história ainda é relativamente curta, pois a criação do país nem ocorreu há dois séculos *. A Bélgica foi ocupada por várias nações, como os espanhóis, os holandeses, os franceses, e por isso temos muitas marcas da passagem desses culturas diferentes no meu país. Até temos três línguas nacionais: o francês, o neerlandês e o alemão no este * do país. Dependendo das pessoas que estiverem a questionar relativamente à cultura, vão receber outras respostas. * Eu sou francófono e sinto-me mais perto de França. Porém, podemos falar de uma única cultura em França?
Olá! Ótimo texto, cheio de boas expressões e ideias muito claras !! Parabéns! Tenho mais reparos de uso de palavra do que correções :) . "A criação do país ocorreu" é um pouco estranho. Há verbos mais adequados, apesar de este não estar errado. O problema é que "criar" nem sempre é adequado para falar de países, e "a criação ocorreu" é muito estranho, porque "ocorrer" é outro verbo muito particular. Precisaria de mais tempo para explicar os valores semânticos de ambos. Mas resumindo: a frase não está errada, soa é estranha, apesar de haver nativos que podem escrever isto num exame quando tentam usar palavras incomuns, e seriam penalizados porque a frase não é 100% adequada. Eu diria antes "pois o país não tem nem dois séculos", com uma expressão de idade já que falas de tempo. Depois tirei o "tal como", porque é mais simples se só usares "como". O "tal" tem de concordar com o número de exemplos ("tal como os espanhóis" OU "tais como os espanhóis e os holandeses"). "como" é sempre fixo, é mais fácil usares só "como" sempre :) . Depois mudei "passagens" para "passagem". Posso estar errada aqui! Deves dizer "passagens" caso as nações tenham passado mais do que uma vez. Se as nações passaram só uma vez cada uma, tens de usar "passagem", singular. Depois, "no este do país" não é muito usado. Podes dizer "no oriente do país", mas ESTE tens de usar "NA PARTE ESTE do país". Em seguida, na frase seguinte, não tenho nenhuma correção a fazer. A frase está perfeitamente correta. Apesar disso, usaríamos outra construção. Diríamos antes "dependendo das pessoas que questionarem" em vez de "estiverem a questionar". Isto tem a ver com a duração da ação de questionar neste contexto. POR FAVOR, repara que todas estas notas são PORTUGUÊS AVANÇADO. Isto é o tipo de correção que eu faço quando edito textos nativos para serem coesos e coerentes e de mais fácil leitura. O facto de conseguires já construir isto tudo é ABSOLUTAMENTE INCRÍVEL, o Português é fantástico. Parabéns, a sério.
Jan 31, 2022 1:44 PM
A Bélgica é um país pequenino cuja história ainda é relativamente curta, pois a criação do país não ocorreu nem (sequer)* há dois séculos. A Bélgica foi ocupada por várias nações tais como a espanhola, a holandesa, a francesa.** Assim temos muitas marcas das passagens dessas culturas diferentes no meu país. Até temos três línguas nacionais: o francês, o neerlandês e o alemão no este do país. Dependendo das pessoas que estiverem a questionar relativamente à cultura, vão receber outras respostas. *** Eu sou francófono e sinto-me mais perto de França. Porém, podemos falar de uma única cultura em França?
* Aqui, o que soa mais estranho para mim é a utilização do “nem” sem o “não”. O “nem” é de facto estranho em português, mas acho que todos os portugueses concordam que é sobretudo uma particular disjuntiva negativa. Embora a disjunção que esteja na correção proposta não seja evidente (“não ocorreu (há muito tempo) nem (sequer ocorreu) há dois séculos!). Por não ser evidente pode ser compreendida como uma simples expressão de ênfase. Este é o tipo de coisas que só vai lá a ler muito português e que tem demasiado custo a ser interiorizado de qualquer outra maneira. [Isto é tão estranho que nem o Google tradutor faz qualquer diferença entre a sua frase e a minha. Ambas se traduz com: La création du pays n'a même pas eu lieu il y a deux siècles.] ** A minha proposta de correção é um pouco diferente, fica mais uma para a escolha. Os “espanhóis” não são uma nação. A “nação espanhola” é Espanha. Os “espanhóis” seriam o “povo espanhol”. *** Em relação a esta frase, concordo com tudo o que a Ana disse outra vez, mas não gosto do verbo. “Questionar” é menos natural do que “perguntar”. Alias, “questionar” parece negativo. Que se está a fazer um inquérito exaustivo, se calhar até por escrito. “Perguntar” é mais informal e acho indiscutível que seria mais natural aqui. PS: Deixa “passagens” no plural. Eu vivi na Bélgica e por isso tive a sorte de estudar um pouco da história da Bélgica. Concordo com a nota da Ana, mas no vosso caso… passagens é sem dúvida o mais adequado! Très chouette !
Jan 31, 2022 5:01 PM
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