Philippe Sochnikoff
Eu sou belga, nasci na Bélgica, tenho uma mãe francesa, um pai belga. As nossas culturas sententrionais não têm o mesmo sentido de família como as do « sul ». Muitas vezes, nem conhecemos os nossos vizinhos. Vivemos, casamo-nos, criamos uma família e afastamo-nos dos pais. Uma vez, eu tive a oportunidade de assistir à uma conferência dada por um professor de universidade alemã. O assunto era : « A distribuição da riqueza no mundo ». Ele salientou que na Europa, temos a maior riqueza no mundo mas havia um problema porque a nossa cultura não permitia darmos conta disso. Ele dizia que em muitas famílias, havia no total, 5 casas, 10 carros até 5 aparelhos para fazer iogurtes. Somos educados assim, com a ideia que temos que deixar o lar familial e ficar independentes. Tão independentes que perdemos a ligação, tão longe dos nossos pais que eles passam a ser a nossa quarta, quinta prioridade depois da nossa família, do nosso grupo de amigos, das nossas férias, do nosso trabalho,… Quando os nossos pais ficarem velhos, vivemos numa casa onde não podemos acolhê-los, pois trabalhamos e não temos o tempo nem a experiência nem o dinheiro para pagar uma pessoa em casa. Os nossos irmãos também não. Então esperamos o máximo de tempo possível e quando o tempo deixa os pais em un estado de dependência, mandamos os ir a uma casa de repouso. Nos países do Sul, e ainda mais na África, não falamos de família mas de clã ou de tribo. O tribo é e fica ao topo das prioridades.
Feb 13, 2022 1:51 PM
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Eu sou belga, nasci na Bélgica, tenho uma mãe francesa, um pai belga. As nossas culturas sententrionais não têm o mesmo sentido de família como as do « sul ». Muitas vezes, nem conhecemos os nossos vizinhos. Vivemos, casamo-nos, criamos uma família e afastamo-nos dos pais. Uma vez, eu tive a oportunidade de assistir à uma conferência dada por um professor de universidade alemã. O assunto era : « A distribuição da riqueza no mundo ». Ele salientou que na Europa, temos a maior riqueza no mundo mas havia um problema porque a nossa cultura não permitia darmos conta disso. Ele dizia que em muitas famílias, havia no total, 5 casas, 10 carros até 5 aparelhos para fazer iogurtes. Somos educados assim, com a ideia que temos que deixar o lar familial e ficar independentes. Tão independentes que perdemos a ligação, tão longe dos nossos pais que eles passam a ser a nossa quarta, quinta prioridade depois da nossa família, do nosso grupo de amigos, das nossas férias, do nosso trabalho,… Quando os nossos pais ficarem velhos, vivemos numa casa onde não podemos acolhê-los, pois trabalhamos e não temos o tempo nem a experiência nem o dinheiro para pagar uma pessoa em casa. Os nossos irmãos também não. Então esperamos o máximo de tempo possível e quando o tempo deixa os pais em un estado de dependência, mandamos os ir a uma casa de repouso. Nos países do Sul, e ainda mais na África, não falamos de família mas de clã ou de tribo. O tribo é e fica ao topo das prioridades.
Casas de repouso (ou asilos) de qualidade no Brasil são muito caros. Custem por volta de quatro mil reais por mês, o que equivale a 4 vezes o valor do salário mínimo nacional. Quanto custa mensalmente para manter uma pessoa idosa em uma casa de repouso na Bélgica?
Feb 16, 2022 10:23 PM
Eu sou belga de nascença, tenho uma mãe francesa e um pai belga.As nossas culturas sententrionais não têm o mesmo sentido de família como as meridionais; muitas vezes nem conhecemos os nossos vizinhos! Vivemos, casamo-nos, criamos uma família e afastamo-nos dos nossos pais. Uma vez eu tive a oportunidade de assistir a uma conferência de um professor duma universidade alemã. O assunto era— a distribuição da riqueza no mundo— e ele salientou que na Europa se há a maior riqueza no mundo. Porém nos existe um problema: a cultura europeia não permite-nos dar conta disso. Assim como muitas famílias possuem no total 5 casas, 10 carros e até 5 aparelhos para fazer iogurte. Somos educados deste modo, com a ideia que temos a obrigação de dar independência a família e ao lar. Ao passo que nos desligamos de uma parte nossa: nossos pais tornam-se a quarta ou quinta prioridade, depois da família recém-formada, do nosso grupo de amigos, das tão sonhadas férias, do trabalho… Quando vemos os nossos pais já estão velhos! Residimos num domicílio sem estrutura para acolhê-los, pois trabalhamos arduamente e tempo vai-se sem nos deixar, ao menos, a experiência ou o dinheiro para pagar um cuidador. Nossos irmãos? Idem! Então ficamos a protelar o máximo possível, quando vemos o tempo deixou-os num estado de dependência— então, mandamo-los para uma casa de repouso. Nos países do Sul, e na África também, não se fala de família e sim de clã ou tribo; a tribo está sempre no topo das prioridades.
Você precisa ligar uma frase com a outra, dar uma continuidade ao texto. Há também alguns erros ortográficos e gramáticos. Se você for iniciante está tudo certo, mas se não é preciso ler e escrever mais. Espero ter te ajudado, qualquer coisa estou a disposição!
Feb 14, 2022 12:44 AM
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