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André
Apontamentos de um cara que aprende línguas O meu método para aprender línguas é: não ter um método. Navego o vocabulário, a gramática e a pronúncia de uma maneira aleatória—confiando que essa aleatoriedade vai me ensinar tudo o que preciso. Porém, refletindo sobre esses anos aprendendo línguas, posso enxergar alguns princípios recorrentes. Tenho centenas de páginas com anotações que com certeza algum dia organizarei e publicarei, mas hoje vamos conversar somente sobre dois conceitos: "Uma língua deve ser vivida, não aprendida" - De fato, não é a primeira vez que escrevo sobre isso, mas achei que ainda não expressei essa ideia com a força que merece. Imagina que alguém empurra a sua cabeça debaixo d'água. Assim que os segundos passam você sente mais e mais a necessidade de ar. Nesse momento, nada mais importa. Nesse momento, o significado da vida é respirar. Quando você vai verdadeiramente dominar uma língua? Quando você queira aprender tanto quanto você precisaria de ar debaixo d'água. Precisa estar obcecado, ou ainda melhor viciado na sua língua-alvo. "Você não aprende uma língua, você se acostuma a uma língua" - Isso é até óbvio quando a nossa língua nativa é muito parecida com a língua que estamos estudando, mas é ainda válido quando as raízes das línguas são distantes. Até que ponto deve se acostumar? Até que a sua língua nativa comece a soar estranho. Até que você comece a esquecer a sua língua nativa e perceba que há palavras que é mais fácil lembrar na sua língua-alvo do que na sua língua nativa. Até que você possa ter uma conversa e lembre das ideias que foram trocadas, mas não possa lembrar da língua que usaram.

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Apontamentos de um cara que aprende línguas

O meu método para aprender línguas é: não ter um método. Navego pelo vocabulário, pela gramática e pela pronúncia de uma maneira aleatória—confiando que essa aleatoriedade vai me ensinar tudo o que preciso. Porém, refletindo sobre esses anos aprendendo línguas diferentes, posso enxergar alguns princípios recorrentes. Tenho centenas de páginas com anotações que com certeza algum dia organizarei e publicarei, mas hoje vamos conversar somente sobre dois conceitos:

"Uma língua deve ser vivida, não aprendida" - De fato, não é a primeira vez que escrevo sobre isso, mas achei que ainda não expressei essa ideia com a força que merece. Imagina que alguém empurra a sua cabeça debaixo d'água. Assim que os segundos passam você sente mais e mais a necessidade de ar. Nesse momento, nada mais importa. Nesse momento, o significado da vida é respirar. Quando você vai verdadeiramente dominar uma língua? Quando você quiser aprendê-la tanto quanto você precisaria de ar debaixo d'água. *wow* Precisa estar obcecado, ou ainda melhor, viciado na sua língua-alvo.

"Você não aprende uma língua, você se acostuma a uma língua" - Isso é até óbvio quando a nossa língua nativa é muito parecida com a língua que estamos estudando, mas é ainda mais válido quando as raízes das línguas são distantes. Até que ponto deve se acostumar?
Até que a sua língua nativa comece a soar estranho. Até que você comece a esquecer a sua língua nativa e perceba que há palavras que é mais fácil lembrar na sua língua-alvo do que na sua língua nativa. Até que você possa ter uma conversa e lembre das ideias que foram trocadas, mas não possa lembrar da língua que usaram.

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Apontamentos de um cara que aprende línguas

O meu método para aprender línguas é: não ter (um) método. Exploro o vocabulário, a gramática e a pronúncia de uma maneira aleatória—confiando que essa aleatoriedade vai me ensinar tudo o que preciso. Porém, refletindo sobre esses anos aprendendo diferentes idiomas, posso enxergar alguns princípios recorrentes. Tenho centenas de páginas com anotações que com certeza algum dia organizarei e publicarei, mas hoje vamos conversar somente sobre dois conceitos:

"Uma língua deve ser vivida, não aprendida" - De fato, não é a primeira vez que escrevo sobre isso, mas acho que ainda não expressei essa ideia com a força que merece. Imagina que alguém empurra a sua cabeça debaixo d'água. Assim que os segundos passam você sente mais e mais a necessidade de ar. Nesse momento, nada mais importa. Nesse momento, o significado da vida é respirar. Quando você dominará, de fato, um idioma? Quando você queira aprender tanto quanto você precisaria de ar debaixo d'água. Precisa estar obcecado, ou ainda melhor viciado na sua língua-alvo.

"Você não aprende uma língua, você se acostuma a uma língua" - Isso é até óbvio quando a nossa língua nativa é muito parecida com a língua que estamos estudando, mas é ainda válido quando as raízes/origens das línguas são distantes. Até que ponto deve se acostumar?
Até que a sua língua nativa comece a soar estranho. Até que você comece a esquecer a sua língua nativa e perceba que há palavras que é mais fácil lembrar na sua língua-alvo do que na sua língua nativa. Até que você possa ter uma conversa e lembre das ideias que foram trocadas, mas não possa lembrar da língua que usaram.

Ótimo texto, Andrés! Apenas mudei algumas coisas para não te deixar 100% seguro de que já aprendeu tudo! jajaja. Espero que um dia eu possa escrever em espanhol como você escreve em português. Até mais! 

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Observações de um cara que aprende línguas/idiomas

O meu método para aprender línguas é: não ter um método. Navego pelo vocabulário, gramática e pronúncia de uma maneira aleatória—confiando que essa aleatoriedade vai me ensinar tudo o que preciso. Porém, refletindo sobre esses anos aprendendo línguas, posso enxergar alguns princípios recorrentes. Tenho centenas de páginas com anotações que com certeza algum dia organizarei e publicarei, mas hoje vamos conversar somente sobre dois conceitos:

"Uma língua deve ser vivida, não aprendida" - De fato, não é a primeira vez que escrevo sobre isso, mas achei que ainda não expressei essa ideia com a força que merece. Imagina que alguém empurra a sua cabeça debaixo d'água. Assim que os segundos passam você sente mais e mais a necessidade de ar/respirar. Nesse momento, nada mais importa. Nesse momento, o significado da vida é respirar. Quando você vai verdadeiramente dominar uma língua? Quando você queira aprender tanto quanto você precisaria de ar debaixo d'água. Precisa estar obcecado, ou ainda melhor viciado na sua língua-alvo.

"Você não aprende uma língua, você se acostuma a uma língua" - Isso é até óbvio quando a nossa língua nativa é muito parecida com a língua que estamos estudando, mas é ainda válido quando as raízes das línguas são distantes. Até que ponto deve se acostumar?
Até que a sua língua nativa comece a soar estranho. Até que você comece a esquecer a sua língua nativa e perceba que há palavras que é mais fácil lembrar na sua língua-alvo do que na sua língua nativa. Até que você possa ter uma conversa e lembre das ideias que foram trocadas, mas não possa lembrar da língua que usaram.

 

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correções | sugestões


Não precisei fazer muitas correções como sempre. Me indentifico muito com o seu texto porque estou começando a esquecer algumas palavras em português, e o pior, às vezes inverto a ordem das palavras. Há alguns dias atrás eu estava conversando com um amigo e soltei um "but" no meio da conversa hahaha

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